5 - Alfabetização

Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do Ensino Fundamental.

Objetivo: Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o 3º ano do Ensino Fundamental até 2024.
Resultado parcial: Em 2016, 45,3% das crianças do 3º ano do Ensino Fundamental tinham aprendizagem adequada em leitura, 66,1% em escrita e 45,5% em matemática.
Desafios: melhorar a qualidade da formação inicial e continuada dos professores e realizar políticas de distribuição de livros, de formação de bibliotecas acessíveis a todas as crianças e jovens em idade escolar e de fortalecimento de comunidades leitoras nas instituições.
Observação: A Base Nacional Comum Curricular do Ensino Fundamental, aprovada em 2017, determina que as crianças sejam alfabetizadas até o 2º ano da etapa, ano anterior ao estipulado pelo PNE.

Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do Ensino Fundamental.

Dados disponíveis para Estado, Munícipio, País, Região

Em 2016 foi realizada a segunda edição da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com o intuito de avaliar o nível de proficiência em escrita, leitura e matemática das crianças do 3º ano do Ensino Fundamental. Essa avaliação possibilita o monitoramento da meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece a alfabetização de todas as crianças até o final do 3º ano em 2024.

Os alunos são divididos em cinco níveis de acordo com o desempenho obtido na ANA de escrita, sendo que os dois últimos, nos quais são agrupados os estudantes com as maiores notas, são considerados como suficientes para constatar a alfabetização em escrita dessas crianças.

O resultado da avaliação em 2016 indicou que 66,1% das crianças possuíam nível suficiente de escrita. Esse percentual é a soma dos 57,9% no nível 4 e dos 8,3% no nível 5. Por outro lado, os alunos que terminaram o 3º ano do Ensino Fundamental sem saber escrever adequadamente somavam 33,9%: 14,5% estavam no nível 1, 17,2% no nível 2 e 2,2% no terceiro nível de proficiência.

Devido a mudanças metodológicas na ANA de escrita, os anos de 2014 (primeira edição da prova) e 2016 (edição mais atual) não são comparáveis.

As regiões Norte e Nordeste apresentaram resultados muito próximos na prova da ANA de 2016 em escrita, com respectivamente 47% e 49,2% de crianças no nível suficiente, uma diferença de apenas 2,2 pontos percentuais. Já o Sul obteve o melhor resultado, com 80,2% de crianças no nível suficiente, seguido pelo Sudeste (78,5%) e Centro-Oeste (70,5%).

Os três estados com melhor desempenho em escrita na ANA em 2016 obtiveram resultados muito semelhantes. Paraná atingiu a melhor marca, com 85,6% das crianças em nível suficiente pelo critério adotado, seguido de Santa Catarina (84,8%) e São Paulo (82,9%).

 

monte seu dossiê

Fonte: MEC/Inep/DAEB/ANA

estratégias da meta


  • 5.1 - Articulação do Ensino Fundamental com a Pré-escola

    Estruturar os processos pedagógicos de alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental articulados com estratégias desenvolvidas na pré-escola, com qualificação e valorização dos professores alfabetizadores e apoio pedagógico específico, a fim de garantir a alfabetização plena de todas as crianças;

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  • 5.2 - Avaliação nacional

    Instituir instrumentos de avaliação nacional periódicos e específicos para aferir a alfabetização das crianças, aplicados a cada ano, bem como estimular os sistemas de ensino e as escolas a criar os respectivos instrumentos de avaliação e monitoramento, implementando medidas pedagógicas para alfabetizar todos os alunos até o final do terceiro ano do ensino fundamental.

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  • 5.3 - Tecnologias educacionais

    Selecionar, certificar e divulgar tecnologias educacionais para alfabetização de crianças, assegurada a diversidade de métodos e propostas pedagógicas, bem como o acompanhamento dos resultados nos sistemas de ensino em que forem aplicadas, devendo ser disponibilizadas, preferencialmente, como recursos educacionais abertos.

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  • 5.4 - Inovação

    Fomentar o desenvolvimento de tecnologias educacionais e de práticas pedagógicas inovadoras que assegurem a alfabetização e favoreçam a melhoria do fluxo escolar e a aprendizagem dos alunos, consideradas as diversas abordagens metodológicas e sua efetividade;

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  • 5.5 - Alfabetização em comunidades indígenas, quilombolas, itinerantes e do campo

    Apoiar a alfabetização de crianças do campo, indígenas, quilombolas e de populações itinerantes, com a produção de materiais didáticos específicos, e desenvolver instrumentos de acompanhamento que considerem o uso da língua materna pelas comunidades indígenas e a identidade cultural das comunidades quilombolas;

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  • 5.6 - Formação inicial e continuada

    Promover e estimular a formação inicial e continuada de professores para a alfabetização de crianças, com o conhecimento de novas tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras, estimulando a articulação entre programas de pós-graduação stricto sensu e ações de formação continuada de professores para a alfabetização;

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  • 5.7 - Alfabetização de pessoas com deficiência

    Apoiar a alfabetização das pessoas com deficiência, considerando as suas especificidades, inclusive a alfabetização bilíngue de pessoas surdas, sem estabelecimento de terminalidade temporal

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