2 - Ensino Fundamental

Universalizar o Ensino Fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.

Objetivo 1: Matricular todas as crianças e jovens de 6 a 14 anos na escola.
Resultado parcial: 98% das crianças de 6 a 14 anos estavam na escola em 2018.
Desafios: 2% restantes fora da escola representam crianças que são, na maioria, as de famílias mais pobres, negras, indígenas e com deficiência. Portanto, precisamos de políticas públicas específicas.

Objetivo 2: Garantir, até 2024, que 95% dos alunos concluam o Ensino Fundamental até os 16 anos.
Resultado parcial: 75,8% dos jovens de 16 anos concluíram essa etapa em 2018.
Desafios: As principais mudanças deverão acontecer nos Anos Finais dessa etapa, tendo em vista que as políticas públicas deverão ter como foco na aprendizagem dos alunos, sintonizado com a entrada dos jovens na adolescência e que proporcione menores índices de reprovação e de evasão.

Universalizar o Ensino Fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.

Dados disponíveis para País, Região, Estado, Metrópole

Um dos pontos da meta 2 do Plano Nacional de Educação estabelece que todas as crianças de 6 a 14 anos estejam matriculadas no Ensino Fundamental até 2024. A partir dos dados do 2º trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador calculado pelo Todos Pela Educação indica que desde 2009 há um crescimento nas matrículas nessa etapa da Educação Básica, atingindo a marca de 98% em 2018. Em números absolutos, aproximadamente 24,8 milhões de crianças nessa faixa etária estavam matriculadas no Ensino Fundamental.

A porcentagem de crianças no Ensino Fundamental apresentada em 2018 é favorável ao cumprimento da meta. Considerando o ritmo de crescimento apresentado nos últimos anos, os dados indicam que possivelmente a ela será atingida no período previsto.

A análise do dado pela renda familiar per capita mostra um melhor desempenho dos mais ricos. Os 25% mais pobres tinham menor acesso à escola, com 97,7% em 2018. Já entre os pertencentes dos 25% mais ricos da população, a taxa foi mais elevada, com 99% das crianças matriculadas, e, portanto, os mais próximos de atingir a meta em 2024.

Os dados também revelam uma proximidade nas taxas de atendimento das crianças nas localidades rural e urbana em 2018. A porcentagem de crianças na escola na localidade rural aumentou em 0,8 ponto percentual de 2014 para 2018, atingindo a marca de 97,5%. A taxa na localidade urbana apresentou um pouco mais de aumento, subindo 0,9 ponto percentual no mesmo período, atingindo assim, 98,1% de crianças atendidas.

Outra comparação possível se refere à raça/cor das crianças, observa-se uma proximidade nas porcentagens entre todas as raças/cores. Em 2018, a taxa de atendimento entre os brancos foi um pouco superior, com 98,3% de crianças no Ensino Fundamental, enquanto os pretos e pardos seguem logo depois, com 97,7% e 97,8% respectivamente.

Em relação às unidades federativas, destacam-se quatro com melhor desempenho no indicador da meta 2 em 2018, com 98,6%. São elas: São Paulo, Piauí, Ceará e Tocantins.

 

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Fonte: IBGE/PnadC

Elaboração: Todos Pela Educação

Indicadores auxiliares

Dados disponíveis para País, Região, Estado, Metrópole

Aqui está a proporção de crianças de 6 a 14 anos que frequentam a escola em relação ao total dessa faixa etária, independente da etapa de ensino cursada. Esse cálculo é denominado de taxa de atendimento.

O cálculo é feito por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As estimativas levaram em consideração a idade em anos completos em 31 de março, ou idade escolar.

A porcentagem de crianças de 6 a 14 anos que frenquentava a escola em 2015 é de 98,5%, cerca de 27,4 milhões de pessoas. Desde 2007, esse dado teve um aumento de 1,5 ponto percentual.

A análise do dado pela renda familiar per capita mostra um melhor desempenho dos mais ricos. Os 25% mais pobres tinham menor acesso à escola, com 97,9% em 2015. Já entre os pertencentes aos 25% mais ricos da população, a taxa foi mais elevada, com 99,6% das crianças matriculadas.

Os dados também revelam uma proximidade nas taxas de atendimento das crianças nas localidades rural e urbana em 2015. A porcentagem de crianças na escola na localidade rural aumentou em 0,4 ponto percentual de 2013 para 2015, atingindo a marca de 98,2%. A taxa na localidade urbana apresentou um aumento menos expressivo, subindo 0,1 ponto percentual no mesmo período, e assim, atingindo 98,5% de crianças atendidas. A diferença entre essas taxas se apresentou menor em 2015, com apenas 0,3 ponto percentual. A maior diferença apresentada foi em 2007: 1,7 ponto percentual.

Outra comparação possível se refere à raça/cor das crianças, onde observa-se uma proximidade nas porcentagens entre todas as raças/cores. Em 2015, a taxa de atendimento entre os brancos foi um pouco superior, com 98,9% de crianças, enquanto os pretos e pardos seguem logo depois, com 98,2% e 98,1% respectivamente.

Fonte: IBGE/Pnad

Elaboração: Todos Pela Educação

estratégias da meta


  • 2.1 - Direitos de aprendizagem

    O Ministério da Educação, em articulação e colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, deverá, até o final do 2º (segundo) ano de vigência deste PNE, elaborar e encaminhar ao Conselho Nacional de Educação, precedida de consulta pública nacional, proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os(as) alunos(as) do ensino fundamental

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  • 2.2 - Base Nacional Comum Curricular do Ensino Fundamental

    Pactuar entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, no âmbito da instância permanente de que trata o § 5º do art. 7º desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino fundamental

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  • 2.3 - Acompanhamento individualizado

    Criar mecanismos para o acompanhamento individualizado dos alunos do ensino fundamental.

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  • 2.4 - Monitoramento do acesso e permanência

    Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso, da permanência e do aproveitamento escolar dos beneficiários de programas de transferência de renda, bem como das situações de discriminação, preconceitos e violências na escola, visando ao estabelecimento de condições adequadas para o sucesso escolar dos alunos, em colaboração com as famílias e com órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, adolescência e juventude.

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  • 2.5 - Busca ativa

    Promover a busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola, em parceria com órgãos públicos de assistência social, saúde e de proteção à infância, adoles­cência e juventude.

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  • 2.6 - Tecnologias pedagógicas articuladas

    Desenvolver tecnologias pedagógicas que combinem, de maneira articulada, a organização do tempo e das atividades didáticas entre a escola e o ambiente comunitário, considerando as especificidades da Educação especial, das escolas do campo e das comunidades indígenas e quilombolas.

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  • 2.7 - Flexibilização pedagógica

    Disciplinar, no âmbito dos sistemas de ensino, a organização flexível do trabalho pedagógico, incluindo adequação do calendário escolar de acordo com a realidade local, identidade cultural e com as condições climáticas da região.

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  • 2.8 - Atividades culturais

    Promover a relação das escolas com instituições e movimentos culturais, a fim de garantir a oferta regular de atividades culturais para a livre fruição dos alunos dentro e fora dos espaços escolares, assegurando ainda que as escolas se tornem polos de criação e difusão cultural.

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  • 2.9 - Participação dos pais ou responsáveis

    Incentivar a participação dos pais ou responsáveis no acompanhamento das atividades escolares dos filhos por meio do estreitamento das relações entre as escolas e as famílias

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  • 2.10 - Atendimento em comunidades indígenas, quilombolas e do campo

    Estimular a oferta do ensino fundamental, em especial dos anos iniciais, para as populações do campo, indígenas e quilombolas, nas próprias comunidades.

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  • 2.11 - Atendimento a itinerantes

    Desenvolver formas alternativas de oferta do ensino fundamental para atender aos filhos de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante.

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  • 2.12 - Atividades extracurriculares

    Oferecer atividades extracurriculares de incentivo aos estudantes e de estímulo a habilidades, inclusive mediante certames e concursos nacionais.

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  • 2.13 - Estímulo a habilidades esportivas

    Promover atividades de desenvolvimento e estímulo a habilidades esportivas nas escolas, interligadas a um plano de disseminação do desporto educacional e de desenvolvimento esportivo nacional

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